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1. Introdução

A conciliação tornou-se o centro de atenção de políticos, investigadores e público em geral, desde os anos 80, aquando do aumento, progressivo e contínuo do número de mulheres trabalhadoras.
Tradicionalmente cabe à mulher o papel de proporcionar conforto e estabilidade emocional das famílias, devendo os homens a garantir os bens matérias para o sustendo da “casa”. Com a feminização do mercado de trabalho, as mulheres passaram a assumir múltiplos papéis, que envolvem funções e deveres de “mães”, “esposas” e “trabalhadoras”. Os novos modelos de famílias, para além da “família clássica”, induzem também à necessidade de novas soluções para os agregados familiares atípicos, os núcleos constituídos por uma só pessoa, famílias reconstituídas e casais divorciados. Por outro lado, os novos modelos de trabalho e de organização empresarial, criaram espaços ambivalentes onde a conciliação do tempo de trabalho com o tempo social, pode ser favorecida, ou pelo contrário, agudizar-se.
As medidas de conciliação são consideradas essenciais, não só para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, como para o crescimento económico. Razão pela qual temas como a feminização do mercado de trabalho, masculinização das tarefas domésticas e a eliminação das desigualdades face ao género, são cada vez mais objecto de estudo e debate publico, com vista à identificação de soluções que contribuam para uma sociedade que se pretende igualitária e inclusiva.



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