Dia dos Avós
O Parlamento aprovou a criação do Dia Nacional dos
Avós, que passará a ser comemorado a 26 de Julho,
e a concessão de honras de Panteão ao primeiro Presidente
da República, Manuel de Arriaga.
Durante a discussão do projecto de lei do PSD, todos os
partidos com assento parlamentar assinalaram o facto dos avós
serem discriminados antes de se unirem no voto favorável
ao dia que os homenageia.
No período de votações, os partidos coincidiram
também na congratulação pela passagem do primeiro
aniversário da declaração de independência
de Timor-Leste assim como na concessão de honras do Panteão
Nacional a Manuel de Arriaga.
Igualmente por unanimidade foi votado o projecto de deliberação,
que já era subscrito por todos os partidos, que propõe
a revogação de um decreto sobre o exercício
da arquitectura.
O documento, da autoria da socialista Helena Roseta, bastonária
da Ordem dos Arquitectos, visa actualizar a lei, por forma a que
os projectos arquitectónicos sejam elaborados unicamente
por arquitectos.
A unanimidade dos partidos quebrou-se relativamente ao projecto
do BE de redução do número de alunos nas turmas
do ensino não superior, que foi chumbado com os votos da
maioria PSD/CDS-PP.
Joana Amaral Dias, deputada do BE, acusou o PSD de ter recuado
e de «nunca ter tentado discutir» o documento, apesar
de «ter prometido o contrário».
«A única posição da maioria foi a de
que não aceita alterar uma linha», sublinhou a deputada
bloquista, assegurando que a sua bancada «não irá desistir
de melhorar a qualidade da Educação em Portugal».
Apesar de ter votado favoravelmente, o PS manifestou reservas
em relação à iniciativa apresentada pelo BE,
tendo o deputado Augusto Santos Silva defendido que «a redução
do número de alunos tem de ser suficientemente ponderada,
tendo em conta os recursos existentes».
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