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2.2. Produtividade
Há dois grandes factores que contribuem para o crescimento
do produto: o número de pessoas com emprego e a produtividade.
A produtividade pode ser vista sob dois prismas. O primeiro é
o nível de investimento ou de intensidade capitalista, designadamente
na expansão das empresas, na adopção de novas
tecnologias ou ainda em capital humano (competências, formação,
educação). As oportunidades decorrentes das reformas
dos mercados tendem a estimular o investimento. O segundo são
os efeitos em termos de produto dos investimentos em capital físico
e humano, reflectindo o grau de competitividade, a capacidade de
gerar conhecimento e a sua utilização enquanto motor
de inovação e de reorganização do trabalho,
por fim a envolvente regulamentar global.
O Comité das Regiões da União Europeia admite
que a qualidade e a composição da mão-de-obra
são um factor determinante para a produtividade. Assim, factores
como a igualdade de oportunidades, a imigração, a
aprendizagem ao longo da vida e a mobilidade devem ocupar um lugar
proeminente no debate sobre produtividade.
Em Portugal, a análise da produtividade ao nível dos
grandes sectores de actividade revela que o afastamento mais significativo
face aos níveis médios europeus se verifica no sector
primário, representando a produtividade média deste
sector em Portugal, em 1995, apenas 41,5% da média comunitária.
No sector secundário a produtividade média nacional
é 55,9% no sector terciário de 69,8%. Dados relativos
a 1996 (INE) revelam uma pequena redução do peso do
sector terciário na estrutura da economia portuguesa (62%
do VAB total), enquanto se mantém inalterado o peso do sector
primário. Em contrapartida, a importância do sector
secundário aumentou ligeiramente (de 33% para 34%).
As remunerações médias por grandes sectores
económicos traduzem a sua posição relativa
em termos de produtividade. Assim, constata-se que o sector terciário
era o que apresentava as remunerações mais elevadas,(76,2%
do auferido na UE) enquanto no sector primário ocorriam as
remunerações mais baixas (56,1% do valor médio
na UE).
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