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3.1. Taxas de emprego
Não obstante o aumento
do desemprego decorrente da conjuntura de retracção,
há fortes sinais de que as reformas dos últimos cinco
anos produziram importantes mudanças estruturais em muitos,
mas não na totalidade, dos mercados de trabalho. Foram criados
mais de 12 milhões de novos empregos desde 1996, aos quais
se juntaram cerca de 500 000 em 2002.
Em Portugal, nas últimas décadas a população
activa portuguesa recompôs-se e redistribuiu-se noutros moldes
pelos diferentes sectores de actividade. O sector agrícola
diminuiu drasticamente o seu peso. A indústria teve algum
crescimento até aos anos 80, quando chegou a ocupar 38,7%
da população activa, mas a partir daí tem decrescido
o seu contributo na criação de emprego, sendo o sector
terciário aquele que ocupa presentemente a maioria da população
portuguesa.
As taxas de emprego na União Europeia, em 2001, para a faixa
etária compreendida entre os 15 e os 64 anos de idade, eram
as seguintes:
| |
Nível
de Escolaridade ALTO |
Nível
de Escolaridade BAIXO |
| |
Homens |
Mulheres |
Homens |
Mulheres |
União
Europeia |
86,8 |
78,4 |
61,6 |
34,7 |
Total |
82,8
|
49,0
|
Portugal
|
92,6 |
88,1 |
77,0 |
58,4 |
Total |
89,9
|
67,7
|
Taxas de Emprego 2001. Grupo
Etário 15-64 anos
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