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5.10. Trabalho monótono
O ritmo da mudança e a complexidade da organização
do trabalho podem causar a impressão de perda do controlo
sobre a vida ou o emprego. A insegurança pode ultrapassar
a fronteira entre trabalhadores “permanentes” e “temporários”.
A crescente pressão ao nível dos prazos e a intensificação
do trabalho têm um impacto semelhante.
As mulheres exercem fundamentalmente dois tipos de profissões
onde são percentualmente mais presentes que os homens “Pessoal
administrativo e similar” (63.8%) e “pessoal dos serviços
e vendedores”(63.6%) enquanto nas profissões de chefia
representam (22.1%)
Trabalham predominantemente em sectores como o comércio (20.4%
), nos Têxteis, Vestuário e calçado (19.1%)
e nos Serviços Colectivos (10.7%)
Uma das causas mais comuns do stress laboral é a falta de
controlo sobre o trabalho.
35% dos trabalhadores, por exemplo, declaram não ser ouvidos
sobre a ordem das suas tarefas e 55% afirmam não dispor de
qualquer influência sobre o seu horário laboral. A
monotonia, os prazos apertados (29% do pessoal declaram trabalhar
regularmente com prazos apertados) e a intimidação
são alguns dos factores que entram nesta equação.
Para a conciliação da vida laboral e familiar, bem
como para manter o equilíbrio pessoal, é fundamentar
uma harmonização atenta: trabalhar sob uma certa pressão
pode até melhorar o nosso rendimento e proporcionar satisfação,
desde que possamos concretizar os objectivos a que nos propomos.
Mas se as exigências e as pressões aumentarem excessivamente
podem resultar em stress. O stress pode ser provocado por problemas
existentes no local de trabalho ou fora dele, ou ambas as hipóteses,
em qualquer das situações os custos humanos e económicos
são significativos.
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