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5.3. Apoio à mobilidade geográfica e laboral

Uma forma das empresas superarem os problemas de recrutamento e a escassez de qualificações é contratar trabalhadores oriundos de países da Europa Ocidental. Contudo, o potencial da migração e a abolição das fronteiras ainda não tem sido totalmente explorado na Europa, especialmente face à situação nos EUA, e certos mecanismos funcionam no sentido de impedir a mobilidade da mão-de-obra. Consequentemente, nos últimos três anos, apenas cerca de 4% das PME recrutaram trabalhadores de outros países da Europa Ocidental. As principais barreiras prendem-se com os encargos administrativos e com a dificuldade em conseguir as autorizações de residência.
O Comité das Regiões da União Europeia, sustenta que são necessárias mais medidas para eliminar os obstáculos à mobilidade. Os Estados-Membros devem suprimir as barreiras ao reconhecimento das qualificações profissionais. O domínio de competências no âmbito das Tecnologias de Informação e Comunicação e as aptidões linguísticas são instrumentos fundamentais para a mobilidade.
A mobilidade da força de trabalho entre e nos Estados-Membros continua relativamente limitada, envolvendo cerca de 1,2% da população.
A entrada ou reentrada no mercado de trabalho é, por vezes, prejudicada pela simples incapacidade de chegar a um mercado laboral local. A rede de transportes nas áreas rurais pode não estar adaptada à rotina de trabalho e não existirem alternativas disponíveis. A localização de um posto de trabalho com transportes acessíveis a preços módicos pode aumentar a participação da mão-de-obra.
Segundo um Eurobarómetro, 54% dos 37,5% europeus que se movimentaram na última década fizeram-no por razões familiares/pessoais,18% por motivos de alojamento e 15% por razões de trabalho.
O estudo revela que nos 5 anos anteriores 24% dos trabalhadores mudou de emprego. A maior mobilidade deu-se nos trabalhadores com menos de 35 anos, com estudos académicos secundário ou acima de empresas de pequena e média dimensão e no sector de serviços
A mobilidade das mulheres foi ligeiramente superior à dos homens – 25.8% nas mulheres e 22.3% nos homens.
O risco de desemprego que foi avaliado em 3.8% é ligeiramente superior nos homens 4.0% do que nas mulheres 3.5%
As mulheres têm mais frequentemente horários mais rígidos que os homens. Em Portugal 66.2% do total M/F dos trabalhadores têm horário normal rígido. No caso das mulheres estas têm em 74.2% esse tipo de horário. A situação pode ser justificada:1) por as mulheres estarem em profissões em que o horários se mantém rígidos e 2) dado que não existem suportes de serviços públicos flexíveis como creches, transportes, etc para conciliarem com as tarefas familiares é mais preferível não flexibilizar o horário.
Da população trabalhadora, 77% gasta diariamente menos de 30 minutos no trajecto casa-emprego e 17.5% entre 30 minutos e 1 hora. Verifica-se também que nos distritos de Lisboa e do Porto são significativas as percentagens dos que demoram entre 30 minutos e 1 hora no mesmo trajecto, sendo de 37.0% e 35.6%, respectivamente.
A distância percorrida entre o domicílio e o local de emprego é, para 67.4% dos trabalhadores entrevistados, inferior a 10 km ao passo que para 24.6% situa-se entre 10 e 25 km.
O meio de transporte mais utilizado é o automóvel (56.3%), seguido do transporte público (18.5%).
Em termos relativos, são as mulheres que mais utilizam o transporte público (65.4%) e fazem o trajecto a pé (52.7%). Por outro lado, é menor a percentagem de mulheres que têm ao seu dispor o transporte da empresa (33.5% contra 66.5% nos homens).

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