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5.4. Diversidade e Não Discriminação

Em 1994, o Livro Verde sobre a política social europeia, colocava em debate publico um conjunto de questões. A questão nº41 inquira se deveriam os parceiros sociais reforçar a sua acção nos domínios da exclusão, igualdade de oportunidades, conciliação da vida profissional e familiar, problemas dos trabalhadores idosos, integração de trabalhadores imigrantes originários de países terceiros.
Em 2000, a Presidência Portuguesa da Comissão Europeia, marcou definitivamente as Politicas da União Europeia, no sentido de promover o desenvolvimento económico em consonância indissociável com a melhoria das condições de vida das populações. È indubitável que a qualidade do trabalho está intrinsecamente ligada a medidas que protejam e/ou não discriminem os trabalhadores face a factores que os possam classificar com “diferentes”. Actualmente estão identificados 150 itens que potencialmente podem ser factores de discriminação, como põe exemplo: sexo, etnia, religião e orientação sexual.
Apesar de não existirem dados precisos em relação a todos os itens, sabe-se que:

    » Dois terços das pessoas com uma deficiência estão inactivas. Mesmo cerca de 50% das que não estão impedidas de trabalhar, em razão da deficiência que são portadoras, estão inactivas

    »
    A taxa global de emprego dos cidadãos não-comunitários é de 62% e a dos pertencentes a países da comunidade europeia de 72%

    »
    Apenas 12% das mulheres no grupo etário 16-64 estão em situação de pleno emprego e 8% trabalham a tempo parcial; são 66% as afectadas pela inactividade contra 35% de homens nos grupos de baixos rendimentos

Podem-se conseguir ganhos consideráveis de produtividade e competitividade, das empresas, aumentando as capacidades de gestão da diversidade. Neste sentido, Comité das Regiões da União Europeia considera que convém dar mais importância à participação no mercado de trabalho, para além das mulheres, de outros grupos de pessoas mais vulneráveis, tais como idosos, pessoas com deficiência, minorias étnicas e trabalhadores homossexuais e bissexuais.
As taxas de emprego e de participação dos trabalhadores mais velhos têm vindo a diminuir progressivamente nas últimas três décadas. Os níveis de emprego dos homens começam a decrescer a partir dos 50 anos, em especial para aqueles têm ocupações manuais pouco especializadas e, a partir dos 45 anos para as mulheres.
Em Portugal, é no grupo etário dos 55-64 anos de idade que se fazem sentir as maiores discrepâncias das taxas de emprego: 41,1% das mulheres estão empregadas o entanto nesta faixa etária a taxa de emprego masculino é de 62,5%.

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