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5.16. Absentismo

O absentismo no trabalho é um fenómeno complexo, as suas causas são múltiplas e são numerosos os factores que o influenciam. A Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho refere que o tratamento do absentismo no trabalho como um fenómeno normal das empresas e identificou os seguintes factores, potencialmente favoráveis à prevenção e/ou redução do absentismo no trabalho:

    » Tarefas e responsabilidades claras para as pessoas envolvidas nas actividades;

    » Apoio activo dos quadros superiores e dos responsáveis hierárquicos;

    » Atribuição de um papel activo aos empregados e o seu reconhecimento como peritos;

    » Boa informação e comunicação com todo o pessoal;

    »
    Envolvimento do departamento de pessoal, dos serviços médicos da empresa ou da orientação externa;

    »
    Envolvimento das comissões de trabalhadores, das comissões de segurança, saúde e bem-estar e dos sindicatos;

    »
    Tratamento do absentismo no trabalho como um fenómeno normal das empresas.

Em Portugal, por absentismo deve entender-se as “ausências do trabalhador durante o período normal de trabalho a que está obrigado, devendo atribuir-se todas essas ausências ao trabalhador, independentemente das suas causas e de se converterem em faltas justificadas ou não”.
O absentismo é um dos indicadores do Balanço Social, que obrigatoriamente a administração pública e todas as empresas com mais de 100 trabalhadores, devem produzir anualmente. (Dec.Lei196/96)
Na análise feita, a partir do balanço social dessas empresas, a taxa de absentismo global, em 2000 é de 7,6% . No período de 1996 e 2000, registou-se uma redução do peso relativo das baixas por “doença não profissional” na estrutura do absentismo (de 53% em 1996 para 48% em 2000) e um aumento das faltas ao trabalho por “outras causas” (de 30% para 36%).
A principal causa de inactividade temporária é a formação profissional (57% em 2000), logo seguida do descanso suplementar (34%). Contrariamente a outros países da União Europeia, Portugal regista um fraco peso das greves e paralisações na estrutura da inactividade temporária (2%).
Quanto maior é a dimensão da empresa, menor é número total de horas efectivamente trabalhadas por trabalhador. Esta correlação é valida apenas para as empresas com mais de 100 trabalhadores, dado que Portugal, não dispõe de dados relativos às micro e pequenas empresas, nesta matéria.
Em 2000, um inquérito feito directamente a 4252 trabalhadores, revelou que uma taxa de absentismo (entre Dezembro de 1999 e Janeiro de 2000) de 21.6%, relacionada com os seguintes por motivos doença (47.2%), prestação de cuidados a pessoas dependentes (19.6%) e as condições de trabalho (1.8%) . As mulheres faltam mais vezes (13.2%) ao trabalho do que os homens (8.4%) bem como os trabalhadores que têm contratos permanentes (17.4%).
A taxa de absentismo mais elevada verifica-se nas indústrias transformadoras 9,4% ) e a mais baixa regista-se nas actividades financeiras com 4,2 %, em 2000.

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