| |
5.17. Saúde e segurança
Um estudo realizado em Portugal refere ainda um
grande número de situações indesejáveis
ou mesmo irregulares. Quando inquiridos, cerca de 5.000 trabalhadores
denunciaram várias condições de trabalho menos
favoráveis, como permanecer muito tempo de pé (44.5%),
respirar produtos tóxicos (23.4%) ter posições
penosas e fatigantes (20.5%), efectuar deslocação
a pé frequentes e de longa duração (18.9) executar
tarefas repetitivas e monótonas (18.9%). Para além
destes factos são ainda relatados riscos profissionais, relacionados
sobretudo com segurança física, nomeadamente ferimentos
em máquinas (21.1%) materiais de trabalho (17.4%) ser atingido
com a queda ou a projecção de materiais (11.7%), estar
permanentemente expostos a ruído intenso 10.7% dos trabalhadores.
Proporcionar segurança aos trabalhadores, para além
de ser um dos factores que contribui fortemente para o desempenho
da empresa, em termos de qualidade de trabalho, também contribui
para o seu desempenho financeiro. Em Portugal, no ano 2000, só
nas empresas com 100 ou mais trabalhadores, perderam-se 7,5 milhões
de horas de trabalho, devido a acidentes de trabalho.
Na Dinamarca, estimou-se que o ambiente de trabalho é responsável
por 15% da totalidade dos comportamentos de doença entre
as pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 66 anos.
Um dos factores que maior morbilidade laboral provoca é o
stress no trabalho, que de um modo geral, surge quando o ambiente
de trabalho coloca exigências que excedem as competências
que o trabalhador pensa possuir para as enfrentar (ou controlar).
Na União Europeia, o stress relacionado com o trabalho ocupa
o segundo lugar entre os problemas de saúde mais frequentes
relacionados com o trabalho, afectando 28% dos trabalhadores. Os
níveis mais elevados são constatados nas mulheres,
podendo, no entanto, o stress ser um problema que afecta ambos os
sexos em todos os sectores e a todos os níveis de uma organização.
Calcula-se que cerca de 16% e 22% das doenças cardiovasculares
que afectam os homens e as mulheres, respectivamente, registadas
na UE se devem ao stress relacionado com o trabalho. Outras doenças
e condições associadas a esta questão incluem
os distúrbios músculo-esqueléticos e os problemas
psíquicos, com custos económicos igualmente elevados.
Para colmatar este e outros distúrbios, uma grande parte
(64.6%), das empresas presta serviço de medicina aos seus
trabalhadores. Estas empresas prestam serviços de segurança
e higiene utilizando equipamentos colectivos (84.9%) ou equipamentos
das empresas (67.5%). Uma pequena percentagem de trabalhadores (9,7%)
frequentaram cursos de higiene e saúde no trabalho.
Salienta-se ainda que o estado de saúde pode também
ser um factor impeditivo da plena participação no
mercado de trabalho. Em Portugal, 31% dos homens e 14% das mulheres,
que trabalham em part-time, não têm um emprego a tempo
inteiro por razões de saúde (doença ou deficiência
física/mental). Nos restantes países da União
Europeia o número de pessoas, que aponta esta barreira para
sua condição de trabalho a tempo parcial, varia normalmente
entre 1 e 3%.
anterior | voltar ao topo
| índice | seguinte

|