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5.8. Duração do trabalho
A duração do tempo de trabalho deve
favorecer a compatibilização da vida profissional
com a vida familiar do trabalhador, bem como garantir a realização
da prestação em condições de segurança
e higiene.
Na União Europeia, o limite máximo de horas de trabalho
semanais é estabelecido por cada governo e varia entre as
38 (Bélgica), 40 (caso de Portugal) ou 48 horas (vários
países). Não obstante serem regulados outros horários
para sectores específicos, como é o caso do sector
público em Portugal (35 horas) ou do sector químico
em França, com o mesmo número de horas de trabalho.
Na prática o número de horas de trabalho efectivo
é coincidente com o número de horas limite, estabelecido
para um emprego a tempo inteiro.
País |
Nº
de horas previsto por lei |
Média
do nº horas efectivamente
dispendidas num trabalho a tempo inteiro |
Portugal |
38,7
|
40,3* |
Reino
Unido |
37,5
|
43,6
|
França |
35 |
38,9 |
Grécia |
40 |
40,9
|
Número médio de horas semanais previsto e efectivamente
cumprido
* 43,8 horas para os homens e 38,7 horas para as mulheres
A legislação, no caso português no novo código
de trabalho também estabelece:
» Limite
máximo de horas de trabalho por dia (10 horas em Portugal,
8 na Suécia e 13 na Dinamarca)
» Máximo
de 200 horas extraordinárias / ano
» Período
mínimo de descanso anual (férias) de 22 dias
Na totalidade, em Portugal, cada trabalhador, deve usufruir de 292,5
horas de descanso anualmente (inclui férias e feriados) e trabalhar
1,735.5 horas. A média, de trabalho anual, na União
Europeia é de 1,728.6 horas variando entre 1,808.0 na Grécia
e 1,599.4 horas em França.
Apesar de regulamentado pelos governos, em consonância com
representantes de empregados e empregadores, o número de
horas de trabalho que uma grande parte da mão-de-obra europeia
cumpre actualmente não está de acordo com as respectivas
preferências em matéria de horário de trabalho.
Metade (51%) das pessoas empregadas preferiam trabalhar menos
horas em troca de remunerações mais baixas e 12%
preferiam trabalhar mais horas. Nos Estados Unidos 74% dos trabalhadores,
que trabalham horas extraordinárias, preferem ser compensados
em tempo (“folgas”) em vez de usufruírem de
um acréscimo salarial. Aparentemente as preferências
das «pessoas à procura de emprego» relativamente
ao horário de trabalho são semelhantes às
das pessoas empregadas.
Na União Europeia, os homens empregados preferiam trabalhar
em média 37 horas por semana e as mulheres empregadas preferiam
trabalhar 30 horas. Dependendo do estatuto profissional, existem diferenças
consideráveis, entre o volume de horas de trabalho efectivo
e o desejável:
» Os
homens que trabalham por conta própria trabalham em média
52 horas/semana embora gostassem de trabalhar menos;
» Os
homens que trabalham por conta própria trabalham em média
52 horas/semana embora gostassem de trabalhar menos;
» As
gestoras trabalham 37 horas, mas preferiam trabalhar 32 horas
semanalmente.
Habitualmente as mulheres aumentam o horário de trabalho
à medida que os filhos crescem e exigem menos tempo das
suas mães. Mães empregadas com filhos com menos
de 6 anos de idade são as que cumprem os horários
de trabalho mais pequenos em média 30 horas por semana.
Na Europa, aparentemente o número de trabalhadores em part-time
é maior do que nos estados Unidos da América, não
devido às preferências dos trabalhadores, mas devido
à falta de emprego. Em 1997, 8% dos norte americanos e
20% dos europeus trabalhavam em part-time porque não conseguiam
encontrar um emprego a full time.
Em Portugal, 62% dos trabalhadores a tempo inteiro, referem que
não seria possível trabalharem a tempo parcial,
devido às especificidades do emprego ou porque o seu empregador
não permitiria a mudança. Para muitos trabalhadores
o trabalho em part-time seria lesivo para a sua progressão
na carreira (41%) ou rendimento mensal (47%).
Em Portugal, 33.6% trabalhadores faz horas extra e 29.1% trabalha
durante o fim de semana.
A duração do trabalho pode ser um factor apelativo ou
uma barreira para a (re)entrada no mercado de trabalho: Três
quartos das pessoas mais velhas que estão à procura
de emprego, preferem um trabalho a tempo parcial, um terço
não gostaria de trabalhar mais que 20 horas semanais.
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